Remédios para dormir podem levar à depressão e pressão alta

Remédios para dormir podem levar à depressão e pressão alta

Você toma remédio para dormir?

Onze milhões de brasileiros tomam remédios para dormir! Será que vicia? 

Existem dois tipos de insônia: a inicial e a dificuldade de manutenção de sono.

Os remédios agem dependendo da insônia de cada um, mas todos eles agem no sistema nervoso central com diferentes mecanismos. 

Vale ressaltar que nenhum dos medicamentos consegue reproduzir perfeitamente o sono fisiológico, os médicos chamam esse sono de farmacológico. Apenas a melatonina é capaz de induzir ao sono naturalmente. 

A melatonina

A melatonina é um hormônio que, entre outras funções, regula o sono.

À noite, quando começa a ser produzida, ela sinaliza para o sistema nervoso central que é hora de acabar com o período de atividade e começar o período de repouso.  

Alguns fatores podem interferir e até bloquear a produção da melatonina: a luz (principalmente a azul, proveniente dos celulares, tablets e televisão), remédios e a idade.

Aos 70/80 anos, a gente produz 20% menos melatonina que quando jovem. 

No Brasil, a melatonina é vendida em farmácias de manipulação e é a mais atual forma de medicação para insônia, sua ingestão deve ser orientada por um médico.

É preciso saber a dose correta, formulação adequada e o horário certo para tomar.

Se tomado de maneira errada, o hormônio desregula todo o organismo: metabolismo, sono e vigília, sistema cardiovascular e imunológico. 

Ou seja, o alerta principal é que os medicamentos para dormir causam dependência, perdem o efeito com o tempo e precisam ser prescritos com bastante cautela. 

Os tratamentos não medicamentosos

Existem tratamentos não medicamentosos, o mais difundido é a terapia cognitivo-comportamental, que envolve a higiene do sono: horários regulares para dormir, evitar cafeína, evitar ir para cama sem sono, não ficar na cama após acordar. 

Uma das peças-chave é diminuir o tempo de cama: pessoas vão para a cama às 21h e ficam até 9h.

Mas quando você pergunta quanto tempo ela dormiu, foram só 4h ou porque enrolou para dormir ou porque enrolou depois de acordar, isso não é saudável. 

Além da higiene do sono, tratar a causa da insônia é o recomendado, principalmente no caso de distúrbios como a apneia.

Quando descoberta a causa, os remédios serão menos necessários. 

Um estudo publicado na Nature mostrou que não dormir o suficiente tem um impacto no cérebro semelhante ao do abuso do álcool.

A privação de sono afeta o sistema nervoso central de forma a diminuir o desempenho durante a vigília.

É um princípio diferente do álcool, mas os efeitos são semelhantes: diminuição dos reflexos, aumento no tempo de resposta a um estímulo, dificuldade de compreensão, lapsos de memória.

Portanto, cuide-se!


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Autor: Dra. Pâmela Bulgarelli, Fisioterapeuta Reumatológica e Dermato Funcional (CREFITO-3/109947-F), diretora da Inovar Saúde.

Imagem: Divulgação.

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